sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sem pudores.


É, esse título hoje fez todo o sentido de estar na posição em que se encontra.
Eu não tenho pudores, não penso com pudores.
Não sou pudica.
Uns chamam de vulgaridade. Outros de falta de noção.
Outros de falta de adequação ao considerado social.
Então, sociável por esses padrões não sou, pois expor-se para mim não é uma fraqueza e sim uma grande capacidade. Mostrar-se como se é e esperar que isso seja interpretado de forma, no mínimo, amena pelos ouvintes e que a conversa flua me parece normal. Mas para cultivadoras de tabus, não.
Manter o verniz social para pudicas é a virtude em questão. Saber portar-se na sociedade cristã do século XXI em que falar de sexo ou necessidades fisiológicas é nada mais que um absurdo.
E não me refiro a uma exposição de quadros o ambiente em que eu esperaria uma reação normal das pessoas ao tocar-se nesse assunto. Não. Numa reunião caseria de meninas colegas de faculdade. Não amigas íntimas. Não. Mas seres que tem as mesmas necessidades e capacidades, que vivem a mesma, ou quase a mesma fase da vida, regula na idade e na experiência de vida. Ou não. Até ser motivo de chacota pela maioria pudica, não havia notado esse detalhe. O mundo das pudicas definitivamente não é o meu mundo, a minha realidade. Minha origem, criação e ambiente distam tanto do qual hoje permaneci por dolorosas duas horas que manter uma conversa por mais de dez minutos sem sair da superficialidade do tempo, roupas e cabelo para mim exige demais. Me sinto vazia, perdendo meu preciosíssimo tempo falando de trivialidade que em nada modificará ou adicionará na minha vida.
Porque o contato interpessoal destina-se a isso, não?
Qual a finalidade de nos aproximarmos de outros seres e procurar pontos em comum? Para sentirmo-nos parte de algo maior e ao mesmo tempo descobrir que somos semelhantes, não iguais.
Hoje desobri isso. Pena que me custou humor e gasolina.
Descobri que as pessoas que tenho junto a mim são insubstituíveis. Falam a minha língua, reconhecem no seu o meu mundo e conseguem comunicar-se comigo de forma a ninguém sentir-se invadido, ofendido, desrespeitado. Muito pelo contrário, sentem-se mais vivas, tão estranhas e comuns quanto, tão invisíveis e especiais quanto eu e o resto.
Concluo que trocar com seres de realidades diversas não é lucrativo. Desgasta-se muito tempo e energia procurando um ponto em comum que possa render frutos que tem uma grande probabilidade de gerar somente aversão. Realmente aproveita-se quando os seres compartilham o mesmo mundo e assim não há choque, mas fusão, adição, dispersão de idéias conceitos e sentimentos.
Pois nos parecemos e ao mesmo tempo diferimos.

4 comentários:

  1. Desgasta-se muito tempo e energia procurando um ponto em comum que possa render frutos que tem uma grande probabilidade de gerar somente aversão.

    Fim. Mataste a charada!

    Por essas e outras q sou mto feliz com os amigos q tenho, e tu sabes q estás entre eles e o lugar q ocupas! E como é bom não precisar de novos e conseguir ser feliz com os "velhos", não é? Que nos amam da maneira sem noção que somos!

    Por isso eu te gosto mto, pequena! Por isso! Pela naturalidade e sinceridade que sei q sempre posso esperar de ti!

    =)

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  2. Gi, muito sem noção.
    Mas sabe oq ue eu sempre noto, não ingenuidade, mas a falta de maldade, e que mal há nisso?
    Não tenha pudores, seja feliz!

    Te amo (L)

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  3. Prefiro ser vulgar e sem noção do que ser hipócrita! Pagar de boa e fazer a mesma coisa que todo mundo faz não rola, prefiro assumir minha humanidade imperfeita, autêntica e deixar que me amem ou odeiem!
    É assim que a gnt se entende, melhor seguir desse jeito e ficar longe de pessoas que não têm nada a acrescentar!
    te amo!

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  4. acredito que as pessoas que sao sem pudores sao mais felizes do que aquelas que se preocupam demais com o mundo a volta delas,as vezes elas nem percebam as coisas boas ao redor delas... esse politicamente correto as vezes me enoja... tu nao pode fazer isso, tu nao pode fazer akilo... coisa chata!!

    baita texto esse seu!!

    beijos

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