Ai, que agonia.
Só queria entender o que verte por debaixo da superfície nem sempre lisa.
Difícil entender as motivações, compreender as reações e pensar que nada disso é inteiramente relacionado com a sua pessoa.
Nem tristeza, nem insegurança.
Somente uma curiosidade dolorida, de quem gostaria de poder entender melhor e poder ajudar. Amenizar o que de mal aflige. Ajustar algo em si, se isso confortasse. E, admitindo, uma leve dúvida, a de ser o motivo, ou não.
Mas vai além. Nem o ser pelo qual passa pelas intempéries do psicológico muitas vezes sabe o que de fato se passa. E pôr em palavras, então. E outro fica à deriva nesse acúmulo de jorros que escapam de quando em quando e expressam, desconcertadamente, um desequilíbrio ainda, talvez, incontrolável.
Que o outro não acabe por ser o motivo na falta de um mais claro, devido à intensa presença que, às vezes, dilui a clareza. Que não seja culpado por não dar o apoio inconscientemente desejado, mas nunca expresso. Que não sofra as consequências de uma mente confusa, delirante, dúbia. Mesmo que por ora.
E que se o caso for, que saiba ou que pelo menos tente enxergar o ato impulsivo, o machucado deixado em quem fica, além das muitas idéias de como e porquê a revoar a mente de quem de culpa nenhuma, passa a sentir-se condenado.
E que o sol retorne forte a embraçar amantes e aquecer peitos numa linda tarde de inverno úmido e poroso.
Às vezes dói sem motivo... há feridas que se abrem por si mesmas, abrem-se por puro esforço de viver. Não são culpa de ninguém, pois ninguém as infligiu.
ResponderExcluirE não tendo elas razão de ser ou causa aparente, não há como pedir ou dar socorro que seja realmente útil. Pode-se apenas esperar que se curem por si mesmas, do mesmo modo que por si mesmas se abriram.
P.S.:
Que "ódio" dessas tuas fotos sempre tão lindas! :)
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