quarta-feira, 12 de agosto de 2009

E assim chego..



Enferma às vésperas dos meus 24.
Com tudo que me poderia acontecer e de fato ocorreu, nada tenho a reclamar.
De jeito nenhum.
Planos cancelados de uma celebração corriqueira em um bar ao redor dos amigos mais íntimos e os nem tanto, mas que porém me fizeram ver coisas lindas de seres especiais em suas demonstrações de amor e cuidado.
Mamãe solícita se oferecendo a me acompanhar ao dentista tendo em vista minha situação não lá muito bonita em termos de saúde. E conseguindo, ao final, uma consulta, essa não muito feliz, com um médico para que me verificasse tamanha dor e mal-estar.
Mamãe me levando às onze da noite ao hospital para uma consulta enquanto eu carregava meus 38 de febre, constatando ter sido em vão a consulta anterior.
Meu irmão, grandão e uma criança ao mesmo tempo, levando os recados para a mãe no outro canto da casa e de hora em hora perguntando como eu estava. Companheiro para as tardes solitárias na cama, sem muito mexer ou falar.
E meu excelentíssimo namorado, sempre à disposição fazendo suas visitas diárias de médico, conferindo minha recuperação e partindo em seguida para que meu repouso quase que absoluto se mantivesse e a expectativa de uma melhora se concretizasse no dia seguinte.
Que teria sido de mim sem eles?
Não tive motivos para chorar mesmo a dor sendo quase impossível de suportar a me acordar no meio da madrugada e a cortar meu sono já muito fatídico.
Que coisa impressionante observar essas criaturas ao meu redor fazendo o que podiam para me ver melhor. Me trazendo conforto e alívio. Afagos e compreensão.
Minha mãe saindo cedo pela manhã a comprar-me as delícias que aprecio comer num dia especial para que não me deslocasse antes de estar comprovadamente melhor de saúde. A perambular pela casa durante a noite afim de me verificar a temperatura e checar meu bem-estar. Telefonando do seu trabalho para saber como eu me sentia e se algo necessitava.
Mano a me trazer tudo às mãos para que não levantasse.
Em nenhum momento sentiram-se abusados ou feitos de bobos, pois eu realmente sentia-me um lixo. Sabiam que eu precisava de ajuda e estiveram ali todo o tempo à disposição par o que fosse.
Chego nos meus 24 com um namorado, e se nos permitirmos, um futuro companheiro, sem igual, com as qualidades e princípios que sempre almejei encontrar em alguém para estar comigo na minha jornada pela vida.
E chego no final desse primeiro quarto de vida com uma mãe surpreendente, que havia apagado-se um pouco pelas circunstâncias não felizes dessas nossas vidas.
Chego com a sensação de vitória por tê-la resgatado de volta para perto de mim. A me querer bem como quando éramos só nós duas e a não me ver como uma quase arquiinimiga.
E chego com a certeza de que, quando a hora dessa excelentíssima genitora chegar, terei o amparo de um irmão com laços muito mais fortes que um dia pude imaginar.
Chego imensamente feliz. Ainda acubardada, porém.
Feliz 2.4 para mim! E que venham muitos mais ao lado desses seres inomináveis de tão belos por dentro!

2 comentários:

  1. Que lindo e feliz poder ter essas notícias de ti!
    Será isso a comprovação de que "há males que [de fato] vêm para o bem"?
    Espero que sim!
    E espero que as coisas caminhem sempre nesse pé entre vocês todos.
    Que as rusgas, se ocorrerem, não obscureçam os laços que os unem, especialmente a ti e tua mãe.
    Pessoas que se amam não brigam umas com as outras, brigam umas pelas outras: buscando ajudar, mesmo que seja difícil perceber...
    Tudo de melhor e mais feliz pra ti, sempre!
    bjo Gi querida

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  2. que venham sempre mais, muito mais, e que eu posso estar ao teu lado e vendo tua felicidade.

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