
E mais uma vez a data vem chegando e tudo que quero é muita alegria. Alegria de estourar rindo, de chorar e doer a barriga. De ter pessoas queridas ao lado oferecendo sua companhia para me fazer feliz. Quero leveza. Desprendimento. Entretenimento. Um dia pra guardar na memória só com coisas boas. Afinal, é um quarto de século!
Depois da virada do ano e com isso as pernas pro ar da minha vida, completarei mais um ano me sentindo num mundo surreal por vezes, que isso tudo é um estágio e logo,logo volta ao normal. Detalhe: o normal não existe mais. Foi-se. Mas minha ficha não caiu. Talvez demore muito. Talvez pouco. Não sei precisar. Talvez também nem queira. Deixa o tempo levar o tempo que for para por as peças no lugar. No novo lugar.
Ficou tudo tão diferente tão de repente que me sinto ocupando um corpo alheio, executando tarefas de um ser alheio e que em breve voltarei ao meu próprio envólucro terrestre. De fato, penso que às vezes essa não é minha vida ainda. Ela foi dar um passeio para desestressar e volta daqui a pouco. Quem sabe defeito meu em adaptar-me facilmente.
Creio que um dia esse tipo de reflexão não mais se prenda a mim. Que sem perceber, tudo terá retornado ao seu fluir e a progressão do tempo e das coisas se dê naturalmente.
Enquanto ainda não sábia o suficiente para domar meus pensamentos, espero muita alegria e diversão, companhia e abraço, leveza e sinceridade.
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Epifanias alheias