Penso infâmia
Penso alívio
Penso prazer
Penso tudo de novo
Penso que mudou tudo
E mudou tão pouco
Receio que mudei nada
E essa euforia?
E esse frio na barriga?
E o pânico dos mesmos passos tortuosos?
Fazer completamente diferente?
Ou fazer o que vier à mente?
Sinto um deslumbre
Um passo à frente
Que atrás vem gente
Sinto falta de controle
De alguém que me controle
Quando quiser por as patas pro ar
Sinto-me nao dona de mim
O racional a esvair-se
Deixando a sensação levar a dança
E essa incongruência que nao se cansa
E não descansa
E faz minhas borboletas voltarem a voar.
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Epifanias alheias