segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Transcendi...


Pensei em nós ao invés de só em mim. Mesmo que só por alguns momentos do momento todo.
Mostrei que coisas simples podem ser extremamente interessantes a olhos curiosos e observadores.
Calculei friamente meus passos e cheguei onde desejava.
Desfrutei do sabor de mexer profundamente com as emoções alheias somente com o discurso hábil.
Desmanchei crenças e tabus.
Fiz sentir.
Quase como uma psicopata expus como atitudes aparentemente despretensiosas sempre tem o seu porquê de acontecerem.
Fiz temer.
Disse tudo o que eu pensava e desaparafusei sentimentos.
Desestruturei.
Agora pode reconstruir-se novamente com uma nova configuração.
Espero esta agora melhor.
Uma pena que minha presença nessa reconstrução nunca foi uma possibilidade.
Estive lá só para deformar tudo.
Abri olhos.
Entrei e remexi tudo por dentro.
Impiedosamente.
Transcendi.
Fiz alguém entender as coisas sob outra ótica.
Aquelas coisas que ninguém para e realmente olha.
Ninguém para e pensa.
Me rebelei contra o imediatismo e a superficialidade dos conceitos que regem a moral de alguns.
Disse um tudo que é visto como nada normalmente.
Fiz o nada ser enxergado com olhos crus.
Vivi.
Toquei.
Desviei.
Deixei a marca do que acredito a ferro quente.
Um tratamento intensivo.
Um choque da minha verdade.
Me fiz ser entendida sem medo de parecer absolutamente insana.
Fui inescrupulosamente insana.
Fechei os olhos e deixei sair.
Pode que todo esse nada tenha efeito algum a longo prazo.
Mas valeu a tentativa.
Valeu cada passo.
Valeu provar que se pode quando se realmente quer.
A primeira cobaia.
Quem sabe um dia a cobaia seja eu.

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