quarta-feira, 18 de março de 2009

Multiversional.


E enquanto eu assisto um documentário sobre um acrobata francês que tem o sonho de "wirewalk" de uma torre a outra do falecido World Trade Center, bebo o final de uma garrafa de vinho tinto do saboroso sábado e decido fazer um porta-copos forrado com minhas tiras de papel de presente, mosaicamente justapostas, sob a parca luz do monitor do pc e, quando se não quando, a vontade de ir ao banheiro me faz um intervalo, mas me deixa inquieta pois coisas e coisas e coisas borbulham na mente e não alcanço por ora o teclado. E há uma trilha sonora tocando, com letras tocantes e que remontam na minha memória cenas e falas de um filme que de graça me tocou e me faz lembrar de quem gosto muito toda vez que há encontros dos dois amantes, sedentos por calor humano e bravamente ultrapassando os percalços para uma troca térmica feliz. E a hora de dormir acena desde as 18h, mas a sensação de talvez conseguir enganar o corpo e suplantar o sono com essas atividades concomitantes estranhamente desejadas devido ao estado de êxtase perplexador de um dia contendo uma consulta a um médico clínico geral completamente irreal me faz achar o sono uma tremenda perda de tempo. Apesar, claro, de adorá-lo e ter muita facilidade em dormir. Nunca pensei-me nessa posição de conceber de tal forma o tão recompositor filho de Morpheu. Me arrasto com olhos entreabertos, buscando forças para ainda "google" uma das letras das canções que rodam no WMP e que só fazem estender meu êxtase por horas e horas a esperar o dia de sol de amanhã, a tarde completamente livre, as idéias de um aproveitamento estupendo de um dia de festa ao lado daquele que me tira suspiros ao adormecer só em minha cama de solteiro.

2 comentários:

  1. Wirewalking scares me to death!
    And that's so perfect, since you have to keep your eyes wide open, carefully trying not to blink'em, otherwise you fall down.

    You've spent your night trying not to blink'em either, that made you - "zoombie-girl" - walk on a wire!

    ;)

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  2. meus dias são cheios de ternura e pessoas, mas minha calma está na solidão do meu quarto.

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